sábado, 16 de fevereiro de 2008

Arrepio do horror vs. memória

Na semana do carnaval, à poucas horas do início do desfile das escolas de samba do Rio de janeiro, um carro da Viradouro que retratava o Holocasto pautou discussões por todo o país.
O carro era composto de corpos esqueléticos fazendo alusão ao sofrimento que os judeus viveram durante a Segunda Guerra Mundial.
Uma liminar concedida á comunidade Israelita vetou a veiculação do carro "Arrepio do horror".
De acordo com o carnavalesco da escola Paulo Barros, o objetivo era causar nos jurados e platéia o arrepio do horror, visto que o tema da Viradouro era Arrepios. Para o representante da comunidade, corpos esqueliticos não podem homenagear as vitímas do holocausto, mas, sim provocar uma banalização sobre o fato.
A dicussão foi tema da matéria de capa da Revista Época, que expõe informações, entrevistas e imgagens sobre os dois pontos de vista.
Confiram!
Link:

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Matéria especial - Encontro com o Passado

Em 18 de abril de 2004 o Fantástico exibiu a matéria "Encontro com o passado", em que um sobrevivente do holocausto erradicado no Brasil retorna aos campos de concentração e narra o sofrimento que foi submetido através da política anti semita e loucura de Adolf Hitler.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

"Diário de Anne Frank" ganha versão musical

da BBC Brasil

O "Diário de Anne Frank", relato mais famoso da história da Segunda Guerra Mundial, ganha uma versão musical em Madri.
O espetáculo "O Diário de Anne Frank, um canto à vida" estréia no próximo mês e é a primeira montagem musical em teatro para o best-seller, traduzido em 60 idiomas e com mais de 40 milhões de exemplares vendidos.
Desde 1959, a Fundação Anne Frank, que detém os direitos autorais da obra, não concedia autorização para o uso do relato. Em 1980, a Fundação negou ao diretor de cinema Steven Spielberg a licença para filmar a história da menina judia que sofreu com as atrocidades do holocausto durante o período nazista.

A montagem
O "Diário de Anne Frank, um canto à vida" terá dois cenários: o refúgio onde Anne ficou escondida com outras sete pessoas, descrito no livro como "casa de trás", e o exterior, um bairro sobre os canais de Amsterdã ameaçado pelas tropas de Hitler.
A história pretende, a partir da experiência de Anne Frank e de sua família, mostrar a realidade dos mais de 30 mil judeus holandeses que estiveram escondidos durante a guerra, mas acabaram sendo enviados aos campos de concentração.
Anne e sua irmã Margot e a mãe, Edith, foram vítimas dos campos de concentração. Apenas o pai, Otto, sobreviveu ao Holocausto e revelou o diário da adolescente, escrito quando ela tinha entre 13 e 15 anos.
Apesar da tragédia, a produção do espetáculo vai incluir momentos divertidos na montagem. A família Frank e seus amigos escondidos usavam esse recursos.

Estrela
A estrela do musical será a cubana Isabel Castillo, de 13 anos. Ela foi eleita depois de um teste com 800 meninas. Isabel também tem uma trajetória de refugiada com a família, primeiro em Belize, depois em Miami. Mesmo depois da autorização, o projeto do musical ficou engavetado por dez anos.
A produção do espetáculo vai custar R$ 7,8 milhões e estréia no próximo dia 28 de fevereiro no teatro Häagen Dazs-Calderón, em Madri.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Histórias reais


Mais de sessenta anos se passaram, contudo, os resquícios da segunda guerra mundial permanecem vivos, pois é impossível esquecer a maior barbárie da era moderna, o holocausto.Estima-se que os nazistas tiraram a vida de cerca de 10 milhões de pessoas, destes 6 milhões de judeus, 1,5 milhão de crianças, 3 milhões de ciganos, homossexuais, comunistas, idosos, portadores de deficiências e testemunhas de Jeová.
Foram abatidos a tiros, mortos de fome e asfixiados em câmaras de gás. Seus corpos jogados em valas ou queimados em fornos.Um assassinato que ultrapassa o inimaginável humano, foi relatado em “ Holocausto”, de Gerald Green, tradução de Roberto Mugiatti, editora Nova Cultural; 1987; 382 páginas.
Rudi Weiss, um jovem rapaz, membro de uma tradicional família judia, a partir de 1935, no casamento de seu irmão mais velho, começou a sentir que a Alemanha não era mais um lugar tranquilo para os judeus. A cada dia se intensificava as perseguições, torturas, confiscações de bens e mortes.Sua família se torna vitíma. Seu irmão é levado para um campo de concentração e seu pai para um gueto. Rudi foge de casa, atravessa fronteiras. Sua irmã sofre violência sexual, e ele se culpa por não ter ficado para proteger a Ana e a mãe. Ana é enviada para um falso hospital, que consistia verdadeiramente em um campo de concentração, onde sua vida foi tirada em uma câmara de gás.
Rudi sobreviveu a tudo, foi um guerreiro e testemunha de cenas lamentáveis. Foi para Israel e constitui família. Sua esposa o ajudou a coletar informações sobre seus parentes e amigos.
A obra se apresenta com a união de dois diários, o de Rudi e o de Erik Dorf, Major do exército nazista. Os fatos são narrados de 1935 a 1945, dispostos de maneira intercalada para proporcionar ao leitor maior compreensão. Rudi narra a história de sua família de 10 milhões de inocentes, Erik conta os planos que elaborou para exterminar cada judeu existente, em busca da raça perfeita; a ariana.
Com essa tragédia os alemães se arrependeram e ainda se arrependem de seu passado todos os dias. Continuam em um processo de trabalho de imagem do país. Foram obrigados a criar novas ética baseadas no liberalismo e tolerância.

Recomendo a leitura de Holocausto, pois ele te proporcionará, sem dúvida, maior dimensão de fatos. Se colocará no lugar de uma daquelas pessoas, perceberá a extrema necessidade de se respeitar os direitos humanos, cada crença, cada raça e cada etnia, para que não haja a possibilidade de isso se repetir algum dia.

“ Não sei por que isso ainda me confronta,essa tristeza, esse eco de lamento, uma curiosa lenda me amedronta e ainda me persegue e obceca o pensamento.”

Memoriais

Memorial dos judeus na Alemanha



O Parlamento alemão aprovou em 25 de junho de 1999 a construção em Berlim do Memorial para os Judeus Assassinados da Europa. A iniciativa do projeto partiu de um círculo de interessados em torno da jornalista Lea Rosh, em 1988.
O Memorial aos judeus mortos durante o Holocausto da Segunda Guerra ocupa o centro das atenções de uma Alemanha que, oficialmente, procura retratar-se. Contudo, a intermediação da mídia e representação estética se mostram como objetivos primordiais.
Foram 17 anos de críticas, debates, escândalos e concessões ao que o Mainstream político permitiu.


O resultado é um lugar construído, quase um não-lugar, uma lembrança dedicada aos judeus assassinados e não um registro das barbaridades em si. Em 90 mil metros quadrados, 2711 colunas. A cor, o cinza escuro. A referência automática, um cemitério, mesmo que esta associação seja revidada por Eisenman.

Memorial Shoah em Paris


Em 1956 foi inaugurado um espaço em memória às vítimas da Shoah, o Memorial do Mártir Judeu Desconhecido, concebido pelo CDJC seis anos antes e construído em um terreno doado pela prefeitura de Paris. Foi ali que o CDJC se instalou, gerando um espaço duplo de pesquisa e memória com a iniciativa prioritária de sensibilizar crianças e jovens para a história do extermínio dos judeus na Europa. Em 1997, ocorreu a fusão das duas instituições no Memorial da Shoah.
O Memorial da Shoah se situa num local simbólico, o bairro de Marais, onde a comunidade judaica parisiense vive há nove séculos através do comércio e o artesanato.

Fotos e informações:

http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1579724,00.html

Data de celebração da memória das vítimas


Em 1996, o dia 27 de janeiro foi declarado o dia da memória das vítimas do nazismo. A data marca a libertação do campo de concentração de Auschwitz, em 1945, centro do extermínio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Foto e Informações:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Retratos da barbárie


Em 15 de setembro de 1935 o parlamento Alemão deliberou as leis anti-semitas de Nuremberg: a lei de cidadania de Reich que rebaixa os judeus a cidadãos de segunda classe, e a lei que proíbe o matrimônio entre judeus e não judeus.



No início de 1939, os judeus que moravam nas capitais são expulsos de suas casas e obrigatoriamente instalados em bairros cercados e isolados. Assim, nascem os guetos.




A polícia de segurança incitava Pogroms. Centenas de judeus na condição de reféns foram mortos.


Os jovens saudáveis foram levados ao campo para trabalho forçados. Sobreviviam somente aqueles que serviam como mão de obra para indústrias como; construtoras, fábricas de utensílios militares, fábricas de armamentos e etc.





No final de 1939, os guetos foram evacuados e os judeus transportados em vagões de trens para campos de concentração. Homens, mulheres e crianças ficavam em galpões separados.



Um método de extermínio foi a execução na valas de terra. Os judeus eram obrigados a cavar as valas com cerca de 60 a 80m de comprimento e 1,90 de profundidade. Em seguida, eram perfilados, despidos e executados a tiros.


Em 1945, o exército americano e os aliados derrotaram os nazistas. Os sobreviventes foram libertados.