segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Histórias reais


Mais de sessenta anos se passaram, contudo, os resquícios da segunda guerra mundial permanecem vivos, pois é impossível esquecer a maior barbárie da era moderna, o holocausto.Estima-se que os nazistas tiraram a vida de cerca de 10 milhões de pessoas, destes 6 milhões de judeus, 1,5 milhão de crianças, 3 milhões de ciganos, homossexuais, comunistas, idosos, portadores de deficiências e testemunhas de Jeová.
Foram abatidos a tiros, mortos de fome e asfixiados em câmaras de gás. Seus corpos jogados em valas ou queimados em fornos.Um assassinato que ultrapassa o inimaginável humano, foi relatado em “ Holocausto”, de Gerald Green, tradução de Roberto Mugiatti, editora Nova Cultural; 1987; 382 páginas.
Rudi Weiss, um jovem rapaz, membro de uma tradicional família judia, a partir de 1935, no casamento de seu irmão mais velho, começou a sentir que a Alemanha não era mais um lugar tranquilo para os judeus. A cada dia se intensificava as perseguições, torturas, confiscações de bens e mortes.Sua família se torna vitíma. Seu irmão é levado para um campo de concentração e seu pai para um gueto. Rudi foge de casa, atravessa fronteiras. Sua irmã sofre violência sexual, e ele se culpa por não ter ficado para proteger a Ana e a mãe. Ana é enviada para um falso hospital, que consistia verdadeiramente em um campo de concentração, onde sua vida foi tirada em uma câmara de gás.
Rudi sobreviveu a tudo, foi um guerreiro e testemunha de cenas lamentáveis. Foi para Israel e constitui família. Sua esposa o ajudou a coletar informações sobre seus parentes e amigos.
A obra se apresenta com a união de dois diários, o de Rudi e o de Erik Dorf, Major do exército nazista. Os fatos são narrados de 1935 a 1945, dispostos de maneira intercalada para proporcionar ao leitor maior compreensão. Rudi narra a história de sua família de 10 milhões de inocentes, Erik conta os planos que elaborou para exterminar cada judeu existente, em busca da raça perfeita; a ariana.
Com essa tragédia os alemães se arrependeram e ainda se arrependem de seu passado todos os dias. Continuam em um processo de trabalho de imagem do país. Foram obrigados a criar novas ética baseadas no liberalismo e tolerância.

Recomendo a leitura de Holocausto, pois ele te proporcionará, sem dúvida, maior dimensão de fatos. Se colocará no lugar de uma daquelas pessoas, perceberá a extrema necessidade de se respeitar os direitos humanos, cada crença, cada raça e cada etnia, para que não haja a possibilidade de isso se repetir algum dia.

“ Não sei por que isso ainda me confronta,essa tristeza, esse eco de lamento, uma curiosa lenda me amedronta e ainda me persegue e obceca o pensamento.”

Memoriais

Memorial dos judeus na Alemanha



O Parlamento alemão aprovou em 25 de junho de 1999 a construção em Berlim do Memorial para os Judeus Assassinados da Europa. A iniciativa do projeto partiu de um círculo de interessados em torno da jornalista Lea Rosh, em 1988.
O Memorial aos judeus mortos durante o Holocausto da Segunda Guerra ocupa o centro das atenções de uma Alemanha que, oficialmente, procura retratar-se. Contudo, a intermediação da mídia e representação estética se mostram como objetivos primordiais.
Foram 17 anos de críticas, debates, escândalos e concessões ao que o Mainstream político permitiu.


O resultado é um lugar construído, quase um não-lugar, uma lembrança dedicada aos judeus assassinados e não um registro das barbaridades em si. Em 90 mil metros quadrados, 2711 colunas. A cor, o cinza escuro. A referência automática, um cemitério, mesmo que esta associação seja revidada por Eisenman.

Memorial Shoah em Paris


Em 1956 foi inaugurado um espaço em memória às vítimas da Shoah, o Memorial do Mártir Judeu Desconhecido, concebido pelo CDJC seis anos antes e construído em um terreno doado pela prefeitura de Paris. Foi ali que o CDJC se instalou, gerando um espaço duplo de pesquisa e memória com a iniciativa prioritária de sensibilizar crianças e jovens para a história do extermínio dos judeus na Europa. Em 1997, ocorreu a fusão das duas instituições no Memorial da Shoah.
O Memorial da Shoah se situa num local simbólico, o bairro de Marais, onde a comunidade judaica parisiense vive há nove séculos através do comércio e o artesanato.

Fotos e informações:

http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1579724,00.html

Data de celebração da memória das vítimas


Em 1996, o dia 27 de janeiro foi declarado o dia da memória das vítimas do nazismo. A data marca a libertação do campo de concentração de Auschwitz, em 1945, centro do extermínio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Foto e Informações:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Retratos da barbárie


Em 15 de setembro de 1935 o parlamento Alemão deliberou as leis anti-semitas de Nuremberg: a lei de cidadania de Reich que rebaixa os judeus a cidadãos de segunda classe, e a lei que proíbe o matrimônio entre judeus e não judeus.



No início de 1939, os judeus que moravam nas capitais são expulsos de suas casas e obrigatoriamente instalados em bairros cercados e isolados. Assim, nascem os guetos.




A polícia de segurança incitava Pogroms. Centenas de judeus na condição de reféns foram mortos.


Os jovens saudáveis foram levados ao campo para trabalho forçados. Sobreviviam somente aqueles que serviam como mão de obra para indústrias como; construtoras, fábricas de utensílios militares, fábricas de armamentos e etc.





No final de 1939, os guetos foram evacuados e os judeus transportados em vagões de trens para campos de concentração. Homens, mulheres e crianças ficavam em galpões separados.



Um método de extermínio foi a execução na valas de terra. Os judeus eram obrigados a cavar as valas com cerca de 60 a 80m de comprimento e 1,90 de profundidade. Em seguida, eram perfilados, despidos e executados a tiros.


Em 1945, o exército americano e os aliados derrotaram os nazistas. Os sobreviventes foram libertados.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Holocausto?


Em 1933, Adolf Hitler subiu ao poder na Alemanha e estabeleceu um regime racista sob o enganoso título de Nacional-Socialista, ou do alemão NSDAP - Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Esse regime foi baseado na doutrina racial de acordo com a qual os alemães arianos pertencem à “raça Mestre” Raça Pura, enquanto os judeus eram conhecidos como "Untermenschen", subumanos, que não faziam parte da raça humana.

Durante os seis anos de guerra, foram assassinados pelos nazistas aproximadamente seis milhões de judeus – incluindo 1,5 milhão que eram crianças – representando um terço do povo judeu naquela época. Esta decisão de aniquilar os judeus, já prevista desde 1924 no livro "Mein Kampf", de Adolf Hitler, foi uma operação feita com fria eficiência, um genocídio cuidadosamente planejado e executado. Foi única na história em escala, gerenciamento e implementação, e por essa razão recebeu um nome próprio – o Holocausto.Menos de cinqüenta anos depois, grupos racistas de neonazistas e grupos anti-semitas tentam negar que o Holocausto tivesse alguma vez existido, ou afirmam que a escala foi muito menor. Existem algumas causas para esse chamado "revisionismo", especialmente políticas e anti-semitas. Alguns desejam limpar o nazismo de sua injúria maior; outros acreditam que o Estado de Israel foi estabelecido para compensar os judeus pelo Holocausto, e ao negar o Holocausto estão procurando destituir Israel de seu direito de existir. Este é o motivo pelo qual os que negam o Holocausto têm muito mais suporte nos países árabes.

Mas o Holocausto existiu, como atestam os testemunhos documentais e pessoais, e o povo judeu decidiu impedir que seja esquecido, para que, com sua lembrança, fique assegurado que o mundo não permitirá jamais que torne a acontecer com os judeus ou com qualquer outro povo ou grupo na Terra.