sábado, 16 de fevereiro de 2008

Arrepio do horror vs. memória

Na semana do carnaval, à poucas horas do início do desfile das escolas de samba do Rio de janeiro, um carro da Viradouro que retratava o Holocasto pautou discussões por todo o país.
O carro era composto de corpos esqueléticos fazendo alusão ao sofrimento que os judeus viveram durante a Segunda Guerra Mundial.
Uma liminar concedida á comunidade Israelita vetou a veiculação do carro "Arrepio do horror".
De acordo com o carnavalesco da escola Paulo Barros, o objetivo era causar nos jurados e platéia o arrepio do horror, visto que o tema da Viradouro era Arrepios. Para o representante da comunidade, corpos esqueliticos não podem homenagear as vitímas do holocausto, mas, sim provocar uma banalização sobre o fato.
A dicussão foi tema da matéria de capa da Revista Época, que expõe informações, entrevistas e imgagens sobre os dois pontos de vista.
Confiram!
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Um comentário:

Juliana Carla disse...

Tem coisas que não dá para engolir, mesmo! O carro alegórico não foi fonte de "informação" para a "Sociedade do espetáculo" nas avenidas das Escolas de Samba do RJ. Mas, em outras eventualidades, sim. Se foi vetado como desfile na avenida, nas mídias como jornais (Ex.: a Folha de S.P.), TV (no Fantástico), Internet, enfim, o carro desfilou o bastante. É um circo entre a juíza e a força de expresão de quem está no partido à esquerda! E, eu pensei que estávamos num país democrático... Ou será que só se pode desfilar as CPIs a olho nú da população brasileira?! O que muda? A ética é mais importante do que a representação do HOLOCAUSTO que já passou, já deu o que tinha que dar... Faço-me o favor!